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Resenhando: Romeu Imortal, Stacey Jay


Nome: Romeu Imortal
Autora: Stacey Jay
Editora: Novo Conceito



“ – Ouça-me e com atenção. – ela sussurra. – Se você fracassar em conquistar o coração de Ariel e guiá-la para um caminho de paz, será culpa sua e de mais ninguém. Você terá fracassado perante o mundo e me fará passar por tola aos olhos dos meus companheiros. Se isso chegar a acontecer, ficarei muito, muito desapontada.

- Não quis...

- E eu retornarei você ao espectro da sua alma. No mesmo instante.”

Na continuação de Julieta Imortal, Stacey Jay nos leva de volta ao mundo de fantasia onde a história de Sheakespeare não terminou do suicídio de Julieta Capuleto. Eu Romeu Imortal, Romeu Montecchio tem a chance de se aliar aos Embaixadores da Luz para se redimir dos setecentos anos de servidão aos Mercenários.

Depois de ter sido “banido” dos Mercenários por suas ter feito exatamente o contrário do que deveria fazer no final de Julieta Imortal, Romeu voltou para o espectro de sua alma, ou seja, para o corpo original dele, que sofreu setecentos anos de decomposição e é o reflexo de todas as maldades cometidas por ele quando foi um Mercenário. Por isso, quando recebe a proposta de redenção pela Enfermeira de Julieta, representante dos Embaixadores da Luz, de cumprir uma missão em troca de uma eternidade de “paz” como Embaixador, ele aceita sem pensar duas vezes.

A tal missão era inicialmente simples: ele ia voltar para Solvang no corpo de Dylan Stroud, dessa vez, vivo, numa realidade paralela à dos acontecimentos de Julieta Imortale tinha que fazer Ariel Dragland – a verdadeira – se apaixonar por ele, acreditar verdadeiramente no amor e renegar o seu “lado sombrio”, que tanto agrada os Mercenários. Para uma pessoa – ou uma alma – que passou setecentos anos cometendo maldades com o seu impecável charme, aquilo parecia fácil até demais. Mas só parecia.

“ – Eu... Você já ouviu falar na Pequena Sereia? (...)
- Sim. Tenho o mesmo nome da princesa do filme da Disney. Mas tenho esse nome por causa do arcanjo.
- O anjo da ira e da criação. É bem adequado a você.”

Romeu não contava com o fato de que ia se apaixonar verdadeiramente por Ariel e descobrir que, mais uma vez, as verdadeiras intenções dos Embaixadores estavam escondidas em baixo de mentiras e de um discurso melódico.

A história é surpreendente. Tem um ritmo completamente diferente de Julieta Imortal por causa dos pontos de vista que se alternam entre Romeu e Ariel na realidade “atual” e Julieta na Verona do século XII.

A mitologia criada por Stacey se torna um pouco confusa em alguns pontos da história, mas não é nada que prejudique o entendimento do livro como um todo e, na minha opinião, esse é o único ponto fraco do livro.

Algumas questões que ficaram “no ar” em Julieta Imortal foram respondidas nesse livro, mas se você não leu o primeiro e quiser encarar a visão de Romeu dos fatos não vai ficar tão perdido no que realmente interessa.

“Os Mercenários a levaram para o lado deles.

Quando soar a última badalada, tenho certeza, como tenho certeza de que não vou sobreviver se a perder novamente. No meu velho corpo, nas sombras, num paraíso de luz dourada, não importa onde eu passe, a eternidade vai saber que decepcionei Ariel. Da primeira vez que a matei, o fiz com as minhas próprias mãos, mas o sentimento não é diferente. Dei aos Mercenários a oportunidade que eles queriam. E agora eles a têm, e vão torturá-la até destruírem cada coisa bela, corajosa e inocente.

Eu nunca deveria tê-la deixado sozinha.”



Resenhando: Fios de Prata - Raphael Draccon

Nome: Fios de Prata - Reconstruindo Sandman
Autor: Raphael Draccon
Editora: Leya

Preciso contar a odisseia que foi comprar esse livro. Teve a Fliporto aqui em PE e eu fui para ver a palestra/ conversa que teria com o Draccon e a Carol Munhóz, os livros não estava nada baratos e eu resolvi não comprar os livros deles... Até que veio a palestra e eu me apaixonei pelos dois, tanto pela Carol, que é uma fofura, vocês podem sentir a fofura dela na entrevista que ela deu para o BJ; tanto pelo Draccon que consegue conquistar as pessoas com apenas uma frase de apoio e incentivo para os novos autores. Sério, os dois foram incríveis.
Assim que acabou a palestra eles iam autografar os livros e eu corri com minha amiga para comprar, não saiu barato, mas valeu muito a pena.

Mikael Santiago realizou o sonho de milhares de garotos. Aos 22 anos era o jogador brasileiro com o passe mais caro da história do futebol. Mas à noite os sonhos o amendrontavam. Às vezes, o que está por trás de um simples sonho – ou pesadelo – é muito maior que um desejo inconsciente. Há séculos, Madelein, atual madrinha das nove filhas de Zeus, tornou-se senhora de um condado no Sonhar, responsável por estimular os sonhos despertos dos mortais. Uma jogada ambiciosa que acaba por iniciar uma guerra épica envolvendo os três deuses Morpheus, Phantasos e Phobetor, traz desordem a todo o planeta Terra e ameaça os fios de prata de mais de sete bilhões de sonhadores terrestres. Envolvido em meio a sonhos lúcidos e viagens astrais perigosas, a busca de Mikael pelo espírito da mulher amada, entretanto, torna-se peça fundamental em meio a uma guerra onírica. E coloca a prova sua promessa de ir até o inferno por sua amada.
A história no começo é bem confusa, pois os capítulos vão sendo contados pelo ponto de vista do Mikael/Allejo e do ponto de vista das criaturas do Sonhar. Eu demorei a entender como era o ritmo da história, mas depois que consegui captar, foi de vez. Fluiu muito bem.
As partes da Ariana e do Mikael são as melhores, o Rapahel conseguiu construir um casal fofo (acho que ele se inspirou em Draccóz) sem ser meloso. E a caracterização da fala da Ariana ficou muito bacana, eu conseguiu escutar ela com o seu sotaque do sul falando em minha mente. Ariana é uma garota forte e que tem sempre as palavras certas para dar ao Mikael, gostei muito dela.
Até chegar a parte da guerra realmente demora bastante, a guerra é lá pela 3ª parte do livro, mas isso não quer dizer que até chegar lá é tudo cansativo. Nada disso, a história vai te envolvendo com vários mistérios e quando eles são resolvidos você tem largar o livro e dizer: PQP! Era isso.
O Rapahel é um grande autor, dá de 10 a zero em muitos autores internacionais e hoje vejo que a fama dele é nada menos que merecida, a escrita dele é de um jeito bem próprio, que se ele escrever um bilhete avisando que foi à padaria vai dar pra perceber na hora que a escrita é dele. As descrições de luta, lugares e pessoas é incrível. E a pesquisa que ele fez para criar a história é coisa de outro mundo, esse livro é um livro que você se diverte lendo, se emociona e ainda aprende muito coisa sobre várias coisas, não só o tema fantástico do livro. Eu por exemplo aprendi várias coisas de ginástica artística lendo esse livro, podem apostar que vocês também vão aprender muita coisa com ele.
Só tenho que aplaudir de pé o Raphael e comprar os outros livros dele logo. Não vejo a hora de ter mais Draccon na minha estante. Nota máxima para o livro que quase me fez chorar o ônibus, porque o final dele dá muito vontade de chorar... E olha que sou uma pessoa que não chora com livros, filmes e etc.


Resenhando: Fala sério, amor!

Fala sério, amor!
Nome: Fala sério, amor!
Autor: Thalita Rebouças
Editora Rocco

Minha irmã quis muito comprar um livro da Thalita depois de ver uma entrevista dela. Foi aí que quando a levei na livraria, depois de uma sessão de cinema, ela resolveu levar esse livro. Ou a outra versão dele, qual eu não achei a capa pra colocar como foto (desculpem!).


Encerrando a série Retratos de Malu, iniciada com Fala sério, mãe!, a escritora Thalita Rebouças, que atualmente vende quatro livros por hora e já bateu a marca de 70 mil exemplares vendidos, lança mais um livro sensível e divertido estrelado pela protagonista que virou queridinha de milhares de meninas de norte a sul do país. Em Fala sério, amor!, Malu, ela mesma, a Maria de Lourdes, moradora da Tijuca, filha da Ângela Cristina, está de volta para contar suas descobertas amorosas desde a infância até o fim da adolescência. E a menina está afiada. Os "ficantes", os rolos passageiros, o namorado grudento, o ciumento, os doidos que aparecem pelo caminho, os fofos, os pais dos namorados, os seus pais e os namorados... ela sempre tem uma boa história para contar. Sorte das leitoras, que certamente vão se identificar com as muitas alegrias e furadas em que a Malu já se meteu e rir junto com ela. 

O livro conta a história de todos os amores de Malu, desde os seus sete anos. Seu primeiro amor foi o  Guilherme Almeida e ela tinha certeza que ele era o amor da vida dela. Depois, lá com uns 10, sofreu um grande trauma envolvendo um pato. E assim vai, rolos e mais rolos, os pais envolvidos na relação, tentar namorar homens mais experientes, e a experiência do primeiro beijo, nada disso fica de fora das crônicas maravilhosas e divertidas que a Thalita nos apresenta. Me lembro de já ter lido esse livro quando tinha uns 14 anos, e me dei conta que agora, com 18, me identifico muito mais com a Malu do que me identificava antes. 
A narrativa é fluida e envolvente e as crônicas vão se encadeando de uma forma que sempre dá aquela vontade de "ler só mais essa, mais uma, e outra...". Quando se dá conta, o livro já acabou e deixa um gostinho de quero mais. Fala sério, amor! confirma mais uma vez o talento de Thalita Rebouças para escrever para o público jovem e mostra por que ela é hoje um fenômeno no mercado editorial brasileiro.
É por essas e outras que li o livro em poucas horas. O devorei. É muito gostoso de ler, e eu, sem dúvidas nenhuma, recomendo. Esse é tipo de livro que você tem que ler pelo menos 3 vezes na vida, e talvez mais, porque você não vai se cansar nunca.

Resenhando: A Ascensão dos Nove, Pittacus Lore

Nome: A Ascensão dos Nove
Autor: Pittacus Lore
Editora Intrínseca

Antes de encontrar John Smith, o Número Quatro, eu estava sozinha, lutando e me escondendo para continuar viva. Juntos, somos ainda mais poderosos. Mas isso só vai durar até precisarmos nos separar para localizar os outros. Fui até a Espanha em busca da Número Sete e encontrei mais do que esperava: um décimo membro da Garde, que conseguiu escapar vivo de Lorien. Ella é mais jovem que o restante de nós, mas igualmente corajosa. Agora estamos à procura dos outros — de John inclusive. 
Atenção: Se você ainda não leu o segundo volume da série, O Poder dos Seis, não leia esse post se não quiser spoilers do livro.

Que eu sou apaixonada pelos Legados de Lorien, vocês já sabem. Agora que esse livro, apesar de bem lento às vezes, foi o meu volume preferido da série, vocês ficam sabendo agora.

Strákus Ra agora está na Terra, e isso indica mais do que nunca que o confronto final está próximo. A Garde ainda não conseguiu se reunir completamente, mas está mais forte do que nunca. Número Seis está agora com Marina (Número Sete), Ella (Número 10) e Crayton (seu cêpan) em busca do Número Oito. Enquanto isso, Número Quatro e Número Nove estão fugindo dos Mogadorianos e ao mesmo tempo tentando encontrar os outros números.

Assim como em O Poder dos Seis o livro é narrado por mais de uma pessoa. Mas dessa vez, por Número Seis, Número Sete e pelo Numero Quatro. O livro traz cada capítulo em fonte diferente, mas não é necessário nenhum esforço pra saber quem está narrando, e Pittacus Lore deixa clara a individualidade de cada personagem.

Pra quem já leu Os Arquivos Perdidos — Os Legados do Número Nove, o personagem em si pode não parecer ser o mesmo. Nos Arquivos o Nove é um cara meio inseguro, e não totalmente bagunceiro e metido como na maioria das vezes é citado no terceiro livro da série. Mas como a maioria das pessoas inseguras, Nove se faz de garotão bonitão e fortão pra se esconder, e isso só me faz me apaixonar por ele ainda mais.

Agora o que me fez falta no livro, foi a número Cinco. Ou o número Cinco. Mas ainda acho que ela é uma menina, e mesmo antes de conhece-la, já me identifico. Não sei porque, mas já shipo Cinco e Nove. Me internem!

O livro ganhou 10 estrelinhas de 5. Porque foi muito melhor do que eu esperava. Sr. Lore, favor lançar a sequência logo, antes que eu tenha um colapso.


Resenhando: Os Arquivos Perdidos — Os Legados do Número Nove

Nome: Os Arquivos Perdidos — Os Legados do Número Nove
Autor: Pittacus Lore
Editora Intrínseca
Conhecemos o Número Nove aparece no final do livro O Poder dos Seis, quando John Smith (Número Quatro) foge do esconderijo dos mogadorianos e liberta o Número Nove. Nesse outro ebook complementar conhecemos um pouco mais da história do Garde mais sexy que existe.
Quando John o liberta de sua cela, em O Poder dos Seis, ele é feroz, irresponsável e pronto para lutar. Mas, ser mantido em cativeiro, muda uma pessoa, mesmo de Lorien. Veja como Nove era antes de sua captura, e leia, à partir de seu ponto de vista, sua dramática fuga. Em Os Arquivos Perdidos: Os Legados do Número Nove, descubra a história por trás do Nove. Antes de conhecer John Smith, também conhecido como Número Quatro, antes de ser preso, Nove foi caçar os Morgadorianos em Chicago, junto com seu Cêpan, Sandor. O que aconteceu lá mudaria Nove para sempre...
Número Nove morava em Chicago à cinco anos quando recebeu a primeira visita dos Mogadorianos. Seu Cêpan, Sandor, acreditava que o melhor jeito de se esconder era aos olhos de todos. E teria dado certo se o número Nove, conhecido no momento como Stanley Worthington, não tivesse se descuidado em sua corrida matinal. Sandor gostava de tecnologia, e no alto da torre onde moravam tinha de tudo, desde armas poderosas até armadilhas nos elevadores.

Sandor era um cara tão inteligente, então criou um IMog, um IPod modificado que podia rastrear e apontar presença de Mogadorianos.

Apesar de viver exilado, Número Nove conhece uma humana encantadora chama Linda Maddy. Ele começa a se envolver com o garota até que...Não vou contar! Só sei que vale muito a pena ler esses ebooks complementares. Eles ajudam você a entender muitas coisas, inclusive como o Número Nove foi capturado.

Pra terminar a resenha, digo somente uma coisa: Você, lorieno que está lendo isso, não confie em humanas atraentes. Nunca. Mulher não presta! Somente.

Resenhando: Belo Desastre, Jamie McGuire


Nome: Belo Desastre
Autora: Jamie McGuire
Editora Verus

Eu já vinha ouvindo falar de Belo Desastre há algumas semanas na blogsfera literária antes de conseguir comprá-lo. Na verdade, eu comprei esse livro mais ou menos às escuras. Estavam falando bem na internet, eu tinha lido algumas resenhas positivas, vi uma promoção imperdível no amigo Submarino e meu instinto de leitora voraz com um cartão de crédito falou mais alto.

“- Um brinde! – Ele gritou. (...) – Aos babacas! (...) – E às garotas que partem o coração da gente. – ele curvou a cabeça para mim. Seus olhos tinham perdido o foco. – E ao horror de perder sua melhor amiga porque você foi idiota o bastante para se apaixonar por ela.”

Ao abrir a primeira página de Belo Desastre, somos transportados para o mundo oculto da Universidade de Eastern, onde lutas secretas acontecem em porões à noite, fora da vista dos professores. Travis Maddox é a “estrela” dessas lutas. Nunca perdeu para ninguém e é carinhosamente apelidado de “Cachorro Louco” por causa de seu desempenho nos ringues. É o bad boy da universidade e quando não está ganhando dinheiro clandestinamente com essas lutas, está ocupado tentando descobrir com qual menina do campus ele ainda não dormiu. Travis é primo de Shepley, que vem a ser namorado de America, a melhor amiga de Abby Albernathy. Abby foi parar em Eastern fugindo de um passado familiar conturbado. Ela quer recomeçar a vida e faz de tudo para ser certinha. Tira boas notas, se veste decentemente e não se envolve com meninos... Pelo menos não se envolvia até conhecer Travis.  

Não há como falar de Belo Desastre sem a pergunta clássica: “Essa história não é clichê?”. A menina certinha, santinha, boa samaritana que se apaixona por um bad boy sem salvação e consegue transformá-lo num bom rapaz e eles são felizes para sempre no final da história. A minha resposta é: NÃO. Belo Desastre não é um clichê adolescente. Abby não é tão certinha. E Travis não é um bad boy completo.

“Mas ele era o pior tipo de cara confiante. Não era apenas descaradamente ciente de seu poder de atração, mas estava acostumado com o fato de as mulheres se jogarem para cima dele, de modo que via meu comportamento frio como um alívio em vez de um insulto.”

Abby e Travis se conhecem por intermédio de America e Shepley e a relação deles já começa conturbada. Inicialmente, Travis fica intrigado pelo fato de Abby ser a única menina da universidade inteira que não quer nada com ele. Abby foge dele porque ele é a personificação de tudo o que ela deixou para trás quando foi para Eastern. Mas isso não impede os dois de fazer uma aposta que colocaria, qualquer que fosse o lado perdedor, numa situação complicada. Se Abby ganhar, Travis passa um mês sem sexo. Se Travis ganhar, Abby passa um mês no apartamento dele. E é nesse um mês que vida deles dois vira de cabeça para baixo – literalmente.

Em determinados momentos, Abby se mostra uma grande interrogação para o leitor. Ela luta constantemente contra o que está sentido por Travis, às vezes por medo, às vezes por teimosia e orgulho. Em minha opinião, em boa parte do livro, nem ela mesma entendia o que sentia por ele, por isso ela tomava algumas atitudes que me fizeram querer entrar no livro e dar uns tapas nela. E que fique claro: Ela não é a santinha que a sinopse pinta. Ela bebe, fala palavrão e se mete em situações no mínimo incomuns para as protagonistas imaculadas de outros livros. Então, se – quando – você for ler, não vá com essa imagem dela na cabeça.

Travis é o mais novo de cinco irmãos. Sua mãe morreu quando ele ainda era uma criança, e ela foi a única mulher que ele respeitou durante toda a vida... Até conhecer Abby. Ele vê nela uma coisa que não encontrou em todas as outras mulheres que já teve que a relaciona com sua mãe e é por isso que os sentimentos dele são tão fortes. Avassaladores, eu diria. Travis sente necessidade de ter Abby por perto. Ela se torna uma espécie de amuleto para ele, mesmo quando isso é o que ela menos quer que aconteça. Ele se transforma numa pessoa completamente diferente perto da Abby, começando pela forma como a chama e terminando em todas as coisas que ele é capaz de fazer por ela e para ela se sentir bem. A primeira impressão de Travis é aquele clássico: As meninas querem, os meninos querem ser. No caso dele, os meninos querem ser E têm medo. Mas depois que ele se envolve com a Beija-Flor, ele mostra que por baixo dessa máscara de força e dureza, tem um cara que pode ser sensível, carinhoso, fofo e apaixonado. Mas só por ela.

“Quanto mais ele sorria, mais eu queria odiá-lo, e, no entanto esse era o motivo pelo qual odiá-lo era impossível.”

Dos personagens secundários, Finch foi de longe meu preferido. É aquele amigo gay de que toda menina precisa em um determinado momento da vida. Ele não aparece muito, mas em todas as vezes que dá as caras, tem as falas mais divertidas e as atitudes mais admiráveis. America e Shepley só não são mais inconstantes de Abby e Travis. Apesar de não serem o casal principal, também se envolvem em um draminha que faz você torcer avidamente pela resolução enquanto lê.

O que te empolga mais ao ler Belo Desastre é a relação de amor e ódio que você cria com Trav e Abby. Até agora eu não sei se os amo loucamente ou se os odeio com todas as minhas forças. A balança pende mais par ao lado do amor, mas o livro é tão bem escrito, que a sensação de confusão nos sentimentos que eles dois experimentam em boa parte dele passa para o leitor. Jamie McGuire escreve perfeitamente bem. Todas as tramas são bem amarradas, sem pontos soltos e a narração de Abby é feita de um jeito que faz você não querer parar de ler nem para dormir.

Uma coisa boa: Jamie já disse estar trabalhando no segundo volume dessa série. Uma coisa não tão boa assim: Walking Disaster, ainda sem título em português – aposto em Desastre Ambulante – vai ser essa mesma história contada sob o ponto de vista de Travis Maddox, com a narração dele. Ou seja, Belo Desastre não vai ter uma continuação literal, a autora já disse que está satisfeita com o final dado por ela a Abby e Trav em BD. Eu não vejo a hora de ter o meu Walking Disaster em mãos, apesar de achar que essa história merecia continuação vitalícia, com um volume novo a cada ano.

E não se enganem: Apesar de parecer, Belo Desastre não é um livro teen. Tem sexo, palavrões, bebidas e violência. Na medida certa, mas tem. #FicaaDica

Eu nem preciso dizer que indico esse livro para o mundo, certo? Leia, releia e depois leia mais uma vez – porque é exatamente isso que você tem vontade de fazer quando lê a última pontuação do livro. Abrir na primeira página e ler tudo de novo.

“Vi a mesma paz nos olhos de Travis que tinha visto apenas algumas vezes, e me ocorreu que tal como nas outras noites, a expressão satisfeita dele era resultado direto da segurança que eu lhe transmitira.

Eu conhecia o sentimento de insegurança, de viver uma onda de azar atrás da outra, de homens que temem a própria sombra. Era fácil ter medo do lado negro de Las Vegas, o lado que o neon e o glitter nunca pareciam tocar. Travis Maddox, porém, não tinha medo de lutar, ou de defender alguém com quem ele se importasse, ou de olhar nos olhos humilhados e furiosos de uma mulher desprezada. Ele podia estar numa sala, encarar alguém duas vezes maior que ele e mesmo assim acreditar que ninguém conseguiria encostar nele – que ele era invencível.

Ele não temia nada. Até me conhecer.

Eu era uma parte da vida de Travis que lhe era desconhecida, o curinga, a variável que ele não conseguia controlar. Independentemente dos momentos de paz que eu lhe dava de vez em quando, em um dia ou outro, o turbilhão que ele sentia sem mim piorava dez vezes na minha presença. A raiva que ele sentia havia se tornado apenas mais difícil de controlar. Ser a exceção não era mais um mistério, algo especial. Eu havia me tornado a fraqueza de Travis.”


Resenhando: Os Arquivos Perdidos — Os Legados da Número Seis


Nome: Os Arquivos Perdidos — Os Legados da Número Seis
Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Skoob

Os Legados de Lorien se tornou muito rápido uma das minhas séries de livros preferidos, ali junto com Harry Potter, Jogos Vorazes e Percy Jackson. É fato que a série não é tão conhecida quanto as outras que eu citei, mas é igualmente maravilhosa. 

E eu, que morro de medo de aliens, me vejo agora totalmente apaixonada pelos sobreviventes do planeta Lorien, que foi destruído pelos Mogadorianos, também aliens. Agora, se vocês me perguntarem o porquê eu gosto tanto, eu responderei que é porque o livro te consome. Você não vê a hora de terminar um e poder ler o outro. E se desespera quando não tem mais um lançado.

Foi nesse desespero que achei e comprei esse E-Book. Quem já leu O Poder dos Seis, conhece brevemente a história da Número Seis e como os seus legados apareceram. Mas nesse livro curtinho (só tem 64 páginas) nós conhecemos mais à fundo e mais intimamente a protagonista.

Eu achei ótimo ter lido esse E-Book antes de começar a ler a sequência, A Ascensão dos Nove. Eu acho muito digno ter um livro desse contando como apareceu os legados de todos os número (exceto pelo número quatro e pela número sete, porque isso vem incluso no volume 1 e 2 da saga).

E termino essa resenha dizendo mais uma vez: James Frey e Jobie Hughes são gênios! 


Resenhando: O Poder dos Seis

Nome: O Poder dos Seis
Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Se eu já amei ler Eu Sou o Número Quatro não sei como descrever o que senti ao ler o segundo livro da série. O Poder dos Seis tem ação presente do início ao fim, e muitos mistérios.

O legal é que diferente do primeiro volume da saga, o segundo é narrado por duas pessoas: John (o número Quatro) e Marina (a número Sete), que ainda não havia sido citada em Eu sou o Número Quatro. Em cada capítulo é nítida a troca de narrador, e isso só deixa as coisas ainda mais interessantes.

No livro também conhecemos um pouco mais sobre a número Seis e sua Cêpan, já morta. John se divide também em relação à Sarah, e tem que lidar com sentimentos aflorando em relação à Seis.

Já Marina sofre porque sua Cêpan esqueceu aparentemente do que as trouxe à Terra.

O que mais gostei é que ele fugiu do romance que vimos em Eu sou o Número Quatro. Tem muita mais ação, muito mais luta. E tenho que confessar, estou meio cansada de romances água com açúcar. Certamente, a série Os Legados de Lorien só tem a crescer!

Resenhando: Apaixonada por palavras, Paula Pimenta

Apaixonada por palavras
Nome: Apaixonada por palavras
Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Se você está com este livro em mãos e é uma pessoa com um mínimo de sensibilidade, existem duas únicas opções: ou já é apaixonada por Paula Pimenta ou irá se apaixonar. Na crônica-título deste livro, a autora se confessa apaixonada por palavras. O que a Paula não pode confessar, por modéstia ou timidez, é que ela é também apaixonante por meio das palavras. Não é preciso mais do que um parágrafo para que você seja arrebatado pelos encantos literários dela. Nos romances das séries "Fazendo meu filme" e "Minha vida fora de série", Paula encanta com o cotidiano de seus personagens. Já nas crônicas de "Apaixonada por palavras", o encantamento se dá pelo próprio dia-a-dia de Paula: sua família, seus amigos, seus sonhos, seus pensamentos, suas viagens, seus amores... suas paixões. Aqui a protagonista é a Paula. Aqui é o destino dela que conta e que se conta. Aqui nos identificamos com ela e torcemos por ela. Aqui nos apaixonamos não por um belo personagem inventado, mas por uma bela pessoa de carne, osso, alma e, claro, palavras.
Não há como concordar menos com o que Eduardo Loureiro Jr., editor do site Crônica do Dia, diz na orelha do livro Apaixonada por palavras.

Todos aqui no Being Journalists adoram a Paula, mesmo que não tenham lido todos os livros, assim como eu (estou no meio do processo, acredite!), sabemos que ela é cheia de simpatia, trata todo mundo com muito carinho e atenção, mas o que a maioria das pessoas não conhecem é o lado Paula da Paula.

Porque nós conhecemos a Paula pelo lado chorona da Fani, mas nesse livro de crônicas nós conhecemos a Paula Pimenta que chora "somente quando é necessário". Conhecemos a Paula apaixonada, a Paula muito humana, que sofre com de amor, sofre com a falta dele e sofre com a distância.

Não tem como não se identificar e/ou não concordar com o que ela escreveu nas crônicas. É como um diálogo fácil, daqueles que você tem com os seus amigos de longa data onde não se precisa nada mais que meias palavras, e você já entende e sente o que a pessoa quer dizer.

São 55 crônicas dividias por mês/ano, e em todas elas eu me apaixonei pelas palavras da Paula Pimenta. Sem contar que a capa é linda (nesse exato momento estou digitando com uma mão só porque a outra fica passando na capa toda hora porque ama os alto-relevos, sorry).

Terminar essa resenha não é tarefa fácil, mas só há um jeito de fazer isso dignamente: Colocando um dos meus quotes preferidos do livro aqui, só pra mostrar o quão apaixonante Paula Pimenta é:

Mas por que eu sou tão viciada em palavras? Por ter crescido lendo enquanto minhas amigas brincavam de pique-esconde? Por minha primeira paixão ter sido o Cebolinha, nos gibis da Turma da Mônica? Por amar poesia desde que nasci? Não sei. O fato é que me desperta curiosidade quem sabe escrever o que pensa.


Resenhando: Delírio, Lauren Oliver

Nome: Delírio
 Autora: Lauren Oliver
 Editora: Intrínseca 

É o mais mortal de todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele.

Vontade de começar essa resenha com um palavrão. Mas não porque eu não gostei do livro, e sim porque sabe quando você tá tão feliz, mas tão feliz que só um palavrão expressa seu sentimento ? Então, foi assim que me senti quando terminei esse livro. 

Mas como o Being Journalists é um blog de família, não posso. Então vou tentar explicar o quanto eu gostei do livro só com palavras bonitas e delicadas. 
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?.
O livro é narrado por Lena, uma garota que está prestes a completar 18 anos, e não vê a hora de esse dia chegar. Não pra ter liberdade e fazer o que quiser, e sim porque finalmente vai ser curada. Mas antes de que esse dia chegue, ela acaba conhecendo Alex, um garoto com olhos cor de âmbar e pele morena. Não deu outra, e eles se apaixonaram.

No começo tudo foi lindo, mas quanto mais perto o dia da intervenção chegava, mais desesperada Lena ficava. 

Agora ela tem que decidir o que vai fazer da vida, se abaixa a cabeça e aceita a lei, ou se se entrega completamente ao amor. 

Eu adoro distopias, e esse livro com certeza é um dos meus preferidos. Terminei o livro com lágrimas nos olhos, e mal posso esperar para ler o próximo volume da trilogia, que se chama Pandemônio. O livro ainda não foi lançado em português, mas estou tão desesperada que penso em comprar ele em inglês mesmo.

O calor começa a correr por meu corpo, uma sensação pulsante, como se milhares de passarinhos tivessem sido soltos em meu peito. (…) Antes, Alex pareceu distante. Agora o lugar está cheio dele: tão próximo que não consigo respirar, não consigo me mover, falar ou pensar. Toda vez que seus dedos me tocam, o tempo parece parar por um segundo, como se pudesse se desfazer. O mundo inteiro está se desfazendo, concluo, exceto nós. Nós.
O problema é que mais uma vez, fiquei apaixonada por um personagem fictício. Quero um Alex pra mim. Não paro de pensar nele um só segundo, e se ele aparecesse por aqui seria mais fácil do que é pra ele e para Lena. Não tem opressão aqui em São Paulo, viu, Alex? 

O livro inteiro me deixou apaixonada. Principalmente o capítulo 14, qual me vi sentindo todos os sintomas de Amor Deliria Nervosa, mas sem a parte do sofrimento. Amém.

Pra terminar, mais um quote do livro: 

 Amor: uma única palavra, algo delicado, uma palavra que não é mais larga ou longa que uma lâmina. É o que ela é: uma lâmina, uma navalha. Ela corre pelo centro de sua vida, cortando tudo em duas partes. Antes e depois. O restante do mundo cai em ambos os lados.
    Antes e depois — e durante, um momento que não é mais largo ou longo que uma lâmina.


P.S.: A capa do livro é toda espelhada e linda, então não tem imagem de boa qualidade. Peguei a imagem do post desse flickr, todos os direitos são da guria dona dele.


Resenhando: Eu sou o Número Quatro

Nome: Eu sou o Número Quatro
Autor: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca 

Quem (mulher) não se interessa por um filme com o Alex Pettyfer no elenco ? Foi por isso que assisti a versão cinematográfica do livro, e me apaixonei logo de cara. Estou esperando até hoje uma continuação que nem anunciada foi. Mas por gostar tanto do filme, resolvi pesquisar e vi que por trás estavam uma série de livros. 

Demorei algum tempo pra comprar, e até esqueci que queria ler. Mas aí encontrei-o na Bienal desse ano, e precisei trazer pra casa. Li o livro em menos de uma semana, e quando terminei só faltei acender luzes na minha mão (assim como o John faz), de tão animada que fiquei.
"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo."
Mesmo morrendo de medo de ETs, Eu sou o Número Quatro me encantou totalmente. O livro foi escrito por James Frey e Jobie Hughes com pseudônimo de Pittacus Lore, ancião a quem foi confiada a história dos noves. Adorei a criatividade dos caras, e a individualidade de cada um nós conhecemos melhor no segundo livro da série, O Poder dos Seis, que em pouco menos de 1 semana eu já posto pra vocês!

Pra quem se interessar, deixo o trailer do filme (porque o booktrailer é chato). E podem assistir o filme sem medo, porque vocês vão gostar também, achei super fiel ao livro. Mas mesmo assim, não deixem de ler. O filme é tudo de bom e tem o Alex, mas o livro tem muito mais detalhes e é muito mais pessoal.



Resenhando: Terra de Sombras - Alyson Noël


Nome: Terra de Sombras - Os Imortais #3
Autora: Alyson Noël
Editora: Intrínseca

Como começar uma resenha de uma série que você gosta muito, mas vai falar especificamente do pior livro da série?
É um grande dilema, mas é necessário passar por ele. Se você não leu Para Sempre e Lua Azul, pode haver spoiler desses livros aqui. No fim de Lua Azul nós somos jogados na grande situação: Damen e Ever não podem mais se tocar, um grande choque para todos e se você acha que esse livro vai continuar naquele ritmo do fim do 2º, está bem enganado. Aqui no começo parece que tudo corre muito lento, sem acréscimo algum na estória.
O ponto central desse livro é a busca de Ever em encontrar uma solução para o seu problema. Assim vão se enchendo várias páginas que não levam a lugar algum. Aí você se pergunta, mas o nome do livro tem algo a ver com a história? Sim, tem, mas muito pouco. Terra de Sombras é como o purgatório dos Imortais, vai parecer errado, mas os Imortais podem sim morrer nesse livro, e quando morrem são levado para esse lugar, uma terra onde só há escuridão e nada mais.
Corro para socorrê-lo, implorando a ele que aguente enquanto o ajudo a se libertar. Mas ele não consegue me ouvir. Não consegue me ver. Só continua a se debater até ficar exausto, tão desgastado pelo esforço em vão, que fecha os olhos e vai desaparecendo, despencando no abismo.A Terra de Sombras.Lar das almas perdidas.
Não concordo que o nome do livro seja esse, para mim poderia ser Livro das Sombras, pois ele apareceu muito mais na estória do que o próprio título. Esse livro é uma grande chance para Ever solucionar seu problema, ela o encontra na loja de Jude, um cara novo que chega para, supostamente, apimentar mais a relação Ever/Damen, mas, na minha opinião, não esquentou em nada, já que Damen nesse livro nem parece ser namorado da Ever. Sério, foi cansativo ficar lendo várias páginas dele falando sobre Carma e etc.
Outras personagens novas que surgem são as gêmeas, essas meninas são bem mais interessantes, pois elas tem um grande mistério e são bem desenvolvidas. Não sei porque, mas elas me lembraram as gêmeas que tinha no desenho Jake Long *alguém lembra?* Whatever.
(…)Mas o que eu quis dizer é que só porque algo acaba não quer dizer que seja ruim ou alguém esteja fadado a se magoar, ou que nem deveria ter começado, ou o que quer que seja. Porque, se cada passo no leva ao passo seguinte, como chegaríamos a algum lugar(…)
O meu personagem favorito, Roman, mal aparece na história, apenas em algumas cenas, que posso afirmar, são as melhores. Alyson podia ter investido muito mais nele, mas não, ela preferiu se aprofundar mais no triângulo amoroso, que tem uma história que não é de agora, se é que me entendem.
Resumo, o livro é bastante lento, com poucos acréscimos interessantes a estória e, assim como em Lua Azul, o final é angustiante e irritante, mas te faz querer saber o que vai acontecer depois e é assim que esse livro acaba.
Como toda a série já foi lançada no Brasil, e eu já li, posso dizer que o próximo livro é muito melhor e que vale a pena você passar por esse livro para ler o próximo. Insista na leitura porque juro que o final é bem bacana e não vai ter deixar decepcionado/a.

Resenhando: O Melhor de Mim, Nicholas Sparks

Nome: O Melhor de Mim
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
“Quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.”

Todos sabem, sou apaixonada pelos livros do Nicholas. E achei que pela primeira vez, eu não ia gostar de um livro dele. Confesso que comecei a ler e larguei para ler outros, mas por algum motivo (que também pode ser chamado melhor amigo), eu voltei a ler.

Esqueça aquela antiga formula Sparks de ser (um amor jovem, uma morte, uma doença, um amor pra toda a vida), O Melhor de Mim vai muito além e mais fundo que isso.

Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo - e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.

Impossível não se apaixonar, se relacionar e se pegar pensando por horas, as vezes dias, sobre cada livro dele. O Melhor de Mim teve um impacto grande sobre mim, porque durante todo o livro eu podia sentir que aquilo era pra mim. Que era sobre mim. Quem me conhece sabe do que eu estou falando, e quem não conhece, imagina só. Me senti meio perseguida e tive que me controlar mil vezes para não chorar na frente dos meus colegas de trabalho depois de terminar o livro.

O livro não tem final feliz. Digo sem rodeios. E mesmo assim, ele é lindíssimo, de uma maneira qual não podia imaginar que seria. Como todo livro do Sparks, tiramos uma lição. O Melhor de Mim me mostrou mais uma vez que quando é pra ser, será. Que o amor é maior que tudo e não só dura, mas ainda vive até mesmo depois da morte.

Fazem pouco mais de 4 horas que terminei de ler o livro, e a angústia que eu sinto, esse aperto no coração e essa vontade de me entregar não passa. A história está viva na minha memória e eu ainda consigo sentir as lágrimas se formando e ardendo nos meus olhos pra sair! Nossa, Júlia! Quanto drama! Conversamos depois que você ler o livro, palhaço(a)! Duvido não se sentir no mínimo muito emocionado(a) à ponto de querer se trancar no quarto e ouvir So Sick na versão do Max Schneider e do Sam Tsui! haha

Mas pra terminar o post, vou colocar uma citação do livro. Até porque nada, nada que eu escreva aqui pode demonstrar o quanto eu gostei desse livro, o quanto eu o recomendo, e o quanto eu queria viver um amor perfeito e pra toda vida.

“Quero acordar de manhã com você ao meu lado, quero chegar à noite e jantar com você. Quero compartilhar com você cada detalhe bobo do meu dia e ouvir cada detalhe do seu. Quero rir junto com você e dormir com você em meus braços. Porque você não é só alguém que eu amei no passado. Você era minha melhor amiga, a melhor parte de quem eu sou, e não consigo me imaginar desistindo disso outra vez. Eu lhe dei o melhor de mim e, depois que você foi embora, nada jamais voltou a ser o mesmo.”



Beijo, até a próxima
chorando até agora

Resenhando: A Maldição do Tigre, Colleen Houck

Nome: A Maldição do Tigre
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro

O que você faria se fosse aprisionado num corpo que não é o seu por mais de 300 anos? E se fosse o corpo de um animal, ou melhor, um tigre? Até onde iria para quebrar a maldição?

Kelsey é uma adolescente aparente comum. A menina mora com os pais adotivos e leva uma vida sem nenhuma emoção. Mas as coisas estão prestes a mudar quando ela consegue um emprego num circo. Encarregada de cuidar dos animais, Kelsey acaba se encantando com um em particular: Ren, o tigre branco de olhos azuis penetrantes.

Alguma coisa nele chama a atenção dela e o mistério está prestes a ser revelado quando um homem aparece, o Sr. Kadam, querendo comprar Ren. A menina também recebe dele uma proposta imperdível: viajar para a Índia pra cuidar de seu tigre. O que ela não sabe é que o animal é, na verdade, um principe indiano chamado Dhiren e ela é a única que pode ajudá-lo a quebrar a maldição. Kelsey está prestes a embarcar numa aventura que envolve magia e coragem. Além de o despertar de um sentimento até então desconhecido por ela, o amor.

A leitura desse livro me surpreendeu de tantas formas que é quase impossível descrever. Apesar de não me apegar muito a Kelsey no começo, acabei gostando dela e torcendo muito. Sem contar no Ren... ai, ai, o que dizer? Que essas autoras conseguem nos deixar apaixonadas pelos mocinhos das histórias, eu já sabia. Agora, apaixonar-se por um tigre é novidade até pra mim!

Por incrível que pareça, o romance não vem de um jeito clichê. Muito pelo contrário. Kelsey é uma menina inexperiente no quesito "homens" e Ren parece ser o típico gentleman um pouco à frente de seu tempo. As partes em que os dois aparecem bem próximos são as minhas preferidas, tanto ele como homem, quanto como tigre. E esse sentimento aparentemente inalcançável de ambas as partes se torna ainda mais ameaçado com o surgimento de um -possível- triângulo amoroso.

A Maldição do Tigre é um daqueles livros que te leva a ler e torcer loucamente. A narrativa da autora é vista pela perspectiva de Kelsey e o livro faz parte de uma saga que promete fazer a cabeça de muita gente. E tenho que confessar que o cenário indiano tornou tudo ainda mais especial (e eu aprendi algumas frases também *-*) Em breve postarei a resenha do segundo volume, O Resgate do Tigre.
E para os fãs da saga, uma boa notícia, os livros terão adaptação para o cinema! Mal posso esperar (:

p.s: a capa é simplesmente in-crí-vel!


"Acho que me apaixonar por ele seria como mergulhar em um precipício. Seria ou a melhor coisa que me aconteceria ou o erro mais idiota que eu cometeria. Faria com que minha vida valesse a pena ou com que eu me chocasse contra as pedras e me arrebentasse completamente. Talvez a coisa mais sábia a fazer fosse desacelerar as coisas (...). "